A "Ciência Aberta" é um movimento mundial cujo principal objetivo é permitir que pesquisadores em qualquer lugar do mundo possam colaborar por meio do compartilhamento dos seus resultados de pesquisa - como por exemplo dados, software, modelos ou publicações. Se esta definição abrangente é relativamente fácil de entender, a sua implementação é desafiadora em todos os níveis - desde as políticas científicas até a implementação em nível de infraestrutura computacional. Enquanto muitos se preocupam com aspectos científicos e tecnológicos, é necessário também entender os contextos político, social, cultural e econômico dos vários ecossistemas de Ciência Aberta que estão sendo criados em todo o mundo.
Práticas de Ciência Aberta estão se tornando obrigatórias em um grande número de países e, inclusive, exigidas para submissão de projetos a agências de fomento de todo mundo – por exemplo, a FAPESP. A apresentação vai se concentrar em algumas iniciativas de Ciência Aberta brasileiras e internacionais, com ênfase em alguns desafios e formas de superá-los, com destaque para o que tem sido feito na Unicamp. Em especial, vai falar sobre o Repositório Institucional de Dados de Pesquisa, o REDU, no qual toda tese e dissertação defendida na Unicamp precisa depositar seus dados para permitir a homologação.