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Feliz MMXVI

O que a teoria dos números diz de 2016?

  • Pode ser um ano besta, pois 2016 = 666+666+666+6+6+6
  • É um ano bissexto, isto é, terá 366 dias (quase besta?)
  • Em sistema binário temos 2016 = 111111000002
    isto significa que 2016 = 210 + 29+28 + 27+26 + 25
  • Pode-se escrever também  2016 =211 – 25
  • E a fatoração é 2016 = 25 x 32 x 7
  • 2016 é classificado como um número prático, que por definição é tal que todos os números menores do que 2016 podem ser escritos como a soma de distintos divisores de 2016.

Escolha a sua numerologia, foca nas suas prioridades e viva bem mais um Anno Domini.

imagem de uma flor com gotas de chuvas

Flor de Antúrio com gotas de uma chuva de verão.

Uma bromélia na mata atlântica

Uma bromélia (eu acho) na mata atlântica no maciço da Juréia, em Peruíbe, SP.

bromélia

Uma bromélia na Matá Atlântica

Foto tirada em Janeiro/2014 (verão).
INFO:
Date Created: 2014/01/12 13:35:12
Date Modified: 2014/01/12 19:43:45
File Size: 19,1 MB, 8,61 MB
Image Size: L (6016 x 4000)
File Info 2
Date Shot: 2014/01/12 13:35:12.90
Time Zone and Date: UTC-3, DST:ON
Image Quality: Compressed RAW (12-bit), Jpeg Fine (8-bit)
Camera Info
Device: Nikon D3200
Lens: VR 18-55mm f/3.5-5.6G
Focal Length: 18mm
Focus Mode: AF-A
AF-Area Mode: Single
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Exposure
Aperture: f/8
Shutter Speed: 1/125s
Scene Mode: Close-up
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Pesquisas de estimação

Por um lado as ciências médicas e farmacêuticas, além das indústrias bélicas, têm usado animais em vários estágios e de diversas maneiras, há alguns séculos em qualquer lugar do mundo. Poucos recusam os beneficios que muitas dessas pesquisas trouxeram ao ser humano. Além disso, a grande majora da população come carne, isto é, matamos várias espécies de animais para a nossa alimentação.

Por outro lado, não aceitamos maus tratos com animais, tanto que todas as pesquisas sérias e registradas devem ter aprovação por uma rigorosa comissão de ética.

Mesmo assim, uma revolta contra um Instituto de pesquisa teve ampla repercussão no Brasil em Outubro/2013.

E não por acaso. Se não sabemos como um beagle desses é tratado, imaginamos imediatamente o pior cenário. E para piorar, pesquisas de imagem cerebral de cachorros treinados dão indícios de que eles pensam, só não conseguem falar, ao ponto dos cientistas  envolvidos nessa pesquisa defenderem para os cães uma personalidade quase humana e que “Dogs Are People, Too”.

Um beagle com olhar expressivo

Os Beagle são cães vigorosos e distintos, que apresentam uma construção compacta. A raça Beagle é muito carinhosa, alegre.

Além do mais, os cães têm a habilidade  olhar diretamente nos nossos olhos para avaliar nossas reações e decidir o que fazer e daí aprenderam a ser os melhores amigos do homem.

A Milú olha nos meus olhos

A Milú tenta “ler” o meu olhar

Acho que por isso, a revolta às pesquisas com cachorros, e animais de estimação em geral, sempre terão muita reação contrária, por mais que eles sejam bem tratados.

O tema não é simples de ser abordado, como bem explica o Yuri em seu vídeo:

Agora que os ânimos na mídia já diminuíram, o que você sugerem?

O peso da dúvida no método científico

A revista The New Yorker trouxe um artigo interessante sobre a busca da verdade em pesquisas científicas: The decline effect and the scientific method: newyorker.com.

método científico e a verdadeO articulista mostra alguns exemplos de pesquisas nas quais as conclusões obtidas nos primeiros estágios da investigação perderam força observacional ou estatística com o passar do tempo e com novas pesquisas.

Por exemplo, um antipsicótico de segunda geração que foi usado amplamente para tratar sintomas de esquizofrenia, pois as pesquisas mostravam e as experiências clínicas comprovam um efeito benéfico aos pacientes, parecia que estava perdendo seu poder de atuação. Continuava sendo uma droga boa, mas as evidências de benefícios diminuíram em duas décadas de acompanhamento, sendo comparável aos efeitos das drogas antipsicóticas de primeira geração (que eram muito mais baratas). “É como se os fatos fossem perdendo a verdade: afirmações que eram destaques de livros-textos são repentinamente não prováveis”.

A pergunta que segue é o porque deste fenômeno, mesmo assumindo a completa honestidade por parte dos cientistas. Antes de comentar o restante do artigo, enfatizo que o método científico é usado novamente para mostrar as falhas de procedimento, influência psicológica dos pesquisadores, variáveis aleatórias etc. Em outras palavras, a dúvida é parte importante na investigação com o método científico. Ao contrário das afirmações categóricas e dogmáticas da religião, para dar um contraexemplo.

O outro exemplo que chamou a minha atenção como professor foi o resultado que associava a memória e a fala: havia boas evidências de que o ato de descrever verbalmente o que está na nossa memória, iria aprimorar ainda mais a memória. Acho que posso refrasear o resultado assim: falar o que você quer decorar ajuda a memória. Parece bem intuitivo e os resultados de laboratório davam forte evidências desta correlação: falar e memorizar. Mas o psicólogo Schooler mostrou que indivíduos que viam faces de outras pessoas e as descreviam não conseguiram lembrar tão bem quanto outros indivíduos que apenas olhavam para as faces, mas não as descreviam. Este experimento mostrou que a linguagem na descrição atrapalhou a memória. Schooler chamou este fenômeno de sombra verbal (verbal overshadow).  Esta pesquisa foi replicada várias vezes, mas, estranhamente, ficava cada vez mais difícil garantir que não havia relação entre linguagem e memória. Ou que a relação era em um sentido ou outro. O que se passa. Schooler então começou a investigar fenômeno das variações das evidências nas afirmações de outras pesquisas também.

A conclusão é que há muitos fatores envolvidos em pesquisas muito complexas e ninguém deve se acomodar com resultados anteriores. As pesquisas deste tipo exigem constante averiguação.

Não é o caso da matemática clássica que é dedutiva.  A partir de hipóteses e definições MUITO CLARAS e MINUCIOSAS, pode-se provar teses. A ciência, por outro lado, é indutiva. Pode haver muitas evidências para um resultado, com 95% de confiança por exemplo. Isto não tem a força de um teorema matemático. Os 5% de dúvida são muito importantes para continuar as investigações.

É claro também que uma afirmação científica com muitos dados e muita confiança é melhor do que uma afirmação com poucos ou sem dados. O método científico valoriza a dúvida, mas com razão.