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Global scale of Earth’s recent warming is unique within the past 2000 years

Global scale of Earth’s recent warming is unique within the past 2000 years

Global scale of Earth’s recent warming is unique within the past 2000 years


— Read on physicsworld.com/a/global-scale-of-recent-warming-is-unique-within-the-past-2000-years/

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As evidências de um rolezinho

Meu neto voltou do Pronto Socorro chocado:

  • Vô, tá todo o mundo doente!.

Ele, com 11 anos e sintomas de alguma virose, não percebia o exagero da sua afirmação até que eu retruquei:

  • Mas, eu não estou doente, nem sua vó, nem sua mãe ….
  • Tá bom, vô, muita gente tá doente ..
  • Certo, e para onde vão os doentes?
  • Já sei (irritado), pro Hospital.

O título acima adota a nomenclatura do @tuffani no blog DIRETO DA CIÊNCIA, reverberado pelo @leandrotessler: a metodologia do rolezinho.

Com esta metodologia no Governo Federal, um questionou a FIOCRUZ, outros duvidaram do INPE, um afirmou que universidades públicas não pesquisam, mas fazem balbúrdias, etc. A lista das conclusões “elaboradas” com base nesta metodologia é enorme.

Dá vontade de concordar com o meu neto – tá todo o mundo doente.

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Global Highly Cited Researchers 2018 List Reveals Influential Scientific Researchers and their Institutions – Clarivate

Source: Global Highly Cited Researchers 2018 List Reveals Influential Scientific Researchers and their Institutions – Clarivate

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Applied Category Theory Course: Resource Theories – Azimuth

Applied Category Theory Course: Resource Theories – Azimuth
— Ler em johncarlosbaez.wordpress.com/2018/05/12/applied-category-theory-course-resource-theories/amp/

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O cientista e a síndrome de Cassandra: o dia em que a política me calou – Café Na Bancada

“E quando finalmente consegui falar, ninguém me ouviu. E por que ouviriam? Ninguém sabia quem eu era. Cientistas? Essa é nossa síndrome de Cassandra

Fonte: O cientista e a síndrome de Cassandra: o dia em que a política me calou – Café Na Bancada

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Cidadania Matemática Política

Reforma da Previdência e Matemática Financeira

Aposentadoria ou Morte
Previdência Social

Nos debates e discussões em torno da Reforma da Previdência proposta pelo atual governo federal no Brasil, vi alguns comentários e apresento uma simples contribuição: os cálculos de uma planilha eletrônica. [update: o cenário descrito abaixo é próximo ao de capitalização. Outro cenário é o que está em vigor atualmente, as contribuições dos ativos pagam as aposentadorias e/ou pensões]

Por simplicidade vamos assumir algumas coisas:

  • O salário é genérico, mas vai ser constante durante o período de trabalho e da aposentadoria. Reposições de inflação ficam subentendidas apenas para a manutenção do mesmo poder de compra. Para o nosso exercício, não consideramos isso.
  • Desse salário o trabalhador desembolsa 8% e o empregador outros 8%. Isto é, 16% de contribuição. Vamos assumir implicitamente que todo o recurso vai para o desfruto da aposentadoria do trabalhador no futuro – isto é uma hipótese pouco realista, mas …
  • Vamos calcular a contribuição como sendo um investimento sobre o qual há rendimentos. Vamos usar a mesma taxa de rendimento ao longo de ambos os períodos, tanto de trabalho quanto de aposentadoria. Essa é uma hipótese muito frágil, mas serve para ponderarmos se o sistema é auto sustentável ou não.
  • Todos os cálculos irão usar anos e não meses, até porque os dados são mais estáveis. Assim, o décimo terceiro e talvez férias estão somados no que o trabalhador ganha em um ano.
fração de contribuição anos de contribuições taxa de rendimento anual efetiva quantidade acumulada fração de pensão por aposentadoria quantidade de anos
16% 35 5% 14,45 92% 31,54

No exemplo acima, em 35 anos de contribuição, o trabalhador acumulou, usando a composição de juros fixos de 5%, o valor de 14,45 anos-salários. Por exemplo, se considerar o salário mínimo de R$ 937, esse valor acumulado seria de R$176.030,67, com 13 salários por ano. Continuando na tabela acima, se ao aposentar ele receber 92% do salário que desconta a contribuição individual dos 8% ao INSS. Com isso, o valor acumulado pode ser usufruído de por 31,54 anos. Isto é, com a hipótese de rendimento efetivo de 5% ao longo dos 66,54 anos, essa seria a contabilidade auto sustentável.

Uma mensagem do WhatsApp viralizou usando uma taxa de poupança mensal de  0,68%. Isto é equivalente a 8% ao ano. Nesse caso, teríamos o seguinte:

fração de contribuição anos de contribuições taxa de rendimento anual efetiva quantidade acumulada
16% 35 8% 27,57

Isto é, o acumulado de 27,57 anos-salário, mantida a taxa de 8% ao ano daria para manter o aposentado com 100% de salário sem jamais acabar. Isso porque o rendimento seria superior às retiradas. Para o exemplo do salário mínimo, o montante acumulado seria de R$335.838,56. Claramente a taxa de 8% efetiva, já descontadas as inflações e outros “encargos” por toda a vida é a parte mais frágil e utópica desse cálculo.

Se consideramos o crescimento médio do PIB Brasileiro nos últimos 23 anos do Real, de 3% ao ano, temos as seguintes contas:

fração de contribuição anos de contribuições taxa de rendimento anual efetiva quantidade acumulada fração de pensão por aposentadoria quantidade de anos
16% 35 3% 9,67 92% 12,82
16% 40 3% 12,06 92% 16,91
16% 45 3% 14,84 92% 22,37

No primeiro caso de 35 anos de contribuição resultam em 12,82 anos de aposentadoria com os recursos acumulados. Como a expectativa de vida aumentou, a aposentadoria aos 55 anos de idade (começa a trabalhar aos 20 mais 35 anos de trabalho) não seria sustentável de fato. Se o tempo de trabalho passar para 45, e a aposentadoria aos 65 anos, o valor acumulado poderia sustentar a aposentadoria por mais de 22 anos até os 87 anos.

Convém ressaltar que rendimento real tem que ser pago por alguém.

Para quem quiser “brincar” com a planilha (Excel), ela está disponível.  A quantidade acumulada usou a fórmula FV(C2;B2;-A2) que calcula o valor futuro acumulado com contribuições na célula A2 a uma taxa na célula C2 com a quantidade de períodos(anos) da célula B2. E a quantidade de anos usou a fórmula NPER(C2;-E2;D2) que calcula a quantidade de períodos(anos) de retiradas de valor na célula D2, a partir de um valor presente acumulado na célula E2, assumindo rendimentos periódicos sobre o saldo a uma taxa da célula C2.

Esses cálculos não consideram outras entradas nem outras saídas para o montante acumulado com vistas à aposentadoria. Há casos de morte precoce que contribuem, mas não usufruem (não sei como funciona as pensões). E há casos de aposentadorias por invalidez que o trabalhador ficou impossibilitado de contribuir o suficiente, mas vai receber a aposentadoria. Os cálculos e os dados são simples. As escolhas são políticas.