Arquivo mensais:agosto 2009

Nova gripe do Influenza A tipo H1N1

Nesta semana (27/Agosto/2009) o Brasil passa a ser o país com  o maior número absoluto de mortes pela nova gripe. A pandemia que começou na américa do norte atingiu a américa do sul com mais fatalidades por razões óbvias no atendimento médico.

O que mais impressiona nesta gripe aqui no Brasil é a sua taxa de mortalidade. Era de se esperar um número absoluto alto de pessoas com os sintomas da gripe no segundo país mais populoso das Américas, mas isto não justifica tantas mortes.

Podemos duvidar dos números levantados por falta de tradição em registros estatísticos. O diagnóstico também tem margem para erros pois é comum haver outras doenças nas vítimas, mas de acordo com o relatório do ministério da saúde:

Dentre os casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) pelo novo vírus de influenza A(H1N1) que apresentam pelo menos um fator de risco, a letalidade foi de 16%, enquanto que para os casos de SRAG pelo novo vírus influenza A(H1N1) que não apresentam nenhum fator de risco a letalidade foi de 9,8%.

Veja o Informe Epidemiológico Influenza A (H1N1) • Ano 1 • nº 4 • agosto 2009 • pagina 5 Nesta semana os números de letalidades não são muito diferentes. Veja Informe Epidemiológico Influenza A (H1N1) • Ano 1 • nº 6 • agosto 2009 • pagina 6:

Entre os 5.206 casos de SRAG confirmados para Influenza A (H1N1), 557 (10,7%) evoluíram para óbito.

Moral da história: Esta nova gripe não é como a sazonal que acontece durante o inverno em qualquer lugar do mundo moderno e, até onde sabemos, não tem tanta letalidade assim.

Em outras palavras, de cada dez pessoas com a nova gripe suína, uma pode morrer. Isto é demais.

Se olharmos o número de mortes por população, podemos ter a impressão de que é um número baixo. Atualmente foram mais de 500 mortos para uma população de 190 milhões. Mas se a contaminação continuar e o vírus ou um mutante sobreviver até o próximo inverno, teremos mais mortes ainda.

Veja um mapa da pandemia.

As boas novas são que o número de pessoas com os sintomas da nova gripe está diminuindo. Isto pode ser conseqüência do aumento relativo das temperaturas.

Para todos os efeitos, a prevenção é o melhor remédio:

  • Evitar o contato direto com pessoas doentes.
  • Sempre lavar as mãos com água e sabão.
  • Manter a higiene diária (troca de roupas e banhos).
  • Procurar um médico assim que tiver um sintoma suspeito
  • Não confiar na auto-medicação.

Não devemos entrar em pânico nem cair na histeria, mas devemos observar com a metodologia científica o que está acontecendo.

A atração de Júpiter, as crateras e os asteróides

No mês passado Júpiter captou um objeto e foi a atração da comunidade de astrônomos amadores, pois quem primeiro viu foi um amador. Assim que ele avisou a comunidade, o telescópio profissional captou as imagens abaixo com mais detalhes (clique para ampliar).
Impacto em Júpiter e a imagem da Terra para comparação
Impacto em Júpiter em detalhe
Credit: Paul Kalas (UCB), Michael Fitzgerald (LLNL/UCLA), Franck Marchis (SETI Institute/UCB), James Graham (UCB)

Este mês Júpiter chama a atenção por estar em oposição, isto é, o Sol a Terra e Júpiter estão quase alinhados, o que aumenta o seu brilho aparente pois está mais próximo da gente do que em outras épocas da nossas órbitas relativas.

stellarium-025

Para ver Júpiter até o fim deste mês, não tem erro. Vai ser um dos pontos mais brilhantes do Céu. Vai sair do lado Leste no início da noite e vai brilhar até a madrugada. Quem tiver céu claro e um pequeno telescópio destes em promoção nas lojas de óculos, pode ver o planeta e as suas luas principais, como nas ilustrações acima.

É interessante perceber que os planetas e seus satélites têm sido atingidos por pequenos objetos ao longo de todos os tempos. Basta observar as crateras da Lua.

Crateras da Lua. Histórico de impactos.

Crateras da Lua. Histórico de impactos.

Aliás, alguns astrônomos já conseguiram pegar o momento de impacto de alguns objetos na Lua, onde levanta poeira e parece uma pequena explosão.

Explosões recentes na Lua indicam impacto de pequenos objetos.

Explosões recentes na Lua indicam impacto de pequenos objetos.

Nesta semana a nave de exploração de Marte enviou imagens com a maior qualidade possível (visão oblíqua com sombras ajudam na visão de profundidade) da cratera Vitória:

Cratera Vitória de Marte

Cratera Vitória de Marte

Na Terra identificamos várias crateras, como no Arizona:

Cratera no Arizona

Cratera no Arizona

A pergunta que não se cala. Com que freqüência estes choques violentos acontecem. Estamos ameaçados? Sim, mas tem alguns estudiosos rastreando os pequenos objetos que podem cruzar a órbita terrestre para anteciparem algum desastre. Notem que isto não é fácil, pois o asteróide que atingiu Júpiter não tinha sido avistado antes da colisão com o super planeta. Alguns asteróides são pequenos e escuros para serem vistos, e mesmo assim, podem causar estragos.

Por enquanto, se um asteróide ou cometa estiver em rota de colisão com a Terra, a melhor estratégia é viajar para o outro lugar em que o impacto não cause danos. Para isto, o local do impacto deve ser calculado com bastante precisão e antecedência (semanas ou meses).

[updated]A atração gravitacional de Júpiter tem um papel importante de proteção para a Terra para asteróides ou cometas vindo de longe, das núvens de Oort, mas para os asteróides do cinturão de Kuilbert, a atração de Júpiter nãos nos protege, muito pelo contrário, vide a nossa Lua e Marte.

Não há razão para paranóias,  pelo contrário, isto tudo é muito fascinante.