Elza te conta

Número 4, janeiro de 2021.

Novo ano no meio do semestre: coisa estranha nestas latitudes.
Trazemos, neste número, um vídeo com a matemática e divulgadora científica Hannah Fry, da University College London, e uma reportagem com a rainha do rock nacional, Rita Lee.

Começamos o ano com uma boa notícia: a Universidad de Chile está abrindo vagas docentes para mulheres no Departamento de Ingeniería Matemática, dentro do Programa de Equidade de Gênero na Academia. As candidatas devem ter Bacharelado em Matemática ou área afim e estar cursando (ou ter o compromisso de cursar) um programa de Doutorado. As inscrições vão até dia 28 de fevereiro e as interessadas podem obter mais informações no site da chamada. Elza bate palmas para a iniciativa desse excelente centro de pesquisa.

E o Clube de Xadrez de Barão Geraldo organiza, no dia 28 de janeiro, um debate sobre igualdade de gênero no esporte e a representatividade feminina no xadrez. Mais informações na página do clube.

Quer contribuir com alguma matéria ou informação? Escreva para imeelza@unicamp.br.

Boa leitura, boas férias, saúde e continuem se cuidando,
Elza.
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“o grande desafio da atualidade não consiste em regulamentar ou reconhecer direitos, mas, sim, efetivá-los na realidade social”
Sarlet, IW. A eficácia dos direitos fundamentais. Porto Alegre: Livraria do Advogado; 2005.


Mulheres divulgando matemática

Como dividir um bolo pra ninguém ficar de olhão no pedaço do outro? Não precisa ser mulher para aprender, é só assistir o vídeo!
Legendas em espanhol.


Regulador SE LIGA

Impossível deixar de mencionar o covarde assédio sexual à deputada estadual Isa Penna, na ALESP, filmado em 16/12 e amplamente divulgado na mídia.

“Eles não conseguem ver mulher em lugar de autoridade.”

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Não passaremos pano: repúdio total.

Não há Regulador SE LIGA que seja suficiente, nem para o molestador sexual, nem para os que querem justificá-lo.


Rita Lee – não provoque!

“Rita Lee é mesmo uma rainha em um país em que as cantoras e compositoras que arrecadam direitos autorais — ou seja, vivem de música — são 26.048 (7,60%), enquanto os cantores e compositores são 282.672 (82,46%). Quer se impressionar mais? Então, durma (ou acorde) com essa: as mulheres que trabalham com música no Brasil ganham aproximadamente 12 vezes menos que os homens e são apenas 5% na lista dos maiores arrecadadores, na qual os homens são 93%, segundo dados do Ecad, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição.”

“Sempre fui persona non grata na escola. Quando comecei na música, diziam que eu era uma gringa riquinha fazendo rock imperialista. Quando saí dos Mutantes e parti para carreira solo, os manos torciam para minha derrota. Com Roberto, fui taxada de traidora do rock porque entrei no pop, na bossa, no bolero. Sobrevivi todos estes anos com críticas duras ao meu trabalho. O que me faz tocar o barquinho adiante é o público que sempre me prestigiou e continua enchendo meus shows.”

Confira mais na reportagem da Zumbido, do Selo Sesc.


Não é de hoje.

Charles Moulton, Wonder Woman, Sensation Comics 11, Nov. 1942.


Você sabia que …

… de acordo com a World Health Organization, em 2018, a violência contra as mulheres assumiu proporções epidêmicas ao afirmar que uma em cada três mulheres, no mundo, poderá ao longo de sua vida, ser vítima de violência física e/ou violência sexual, vitimada principalmente por um parceiro íntimo.

Saiba mais no relatório completo. Extraído da reportagem da Diretoria Executiva de Direitos Humanos da UNICAMP.